Ás quartas feiras costumo comprar o Público
Isto de viver no campo tem os seus quês. O principal é que nada - das benesses da vida urbana, bem entendido - está ali à mão. Cafés, jornais, as compras do mês, tudo implica entrar no carro e conduzir pelo menos meia-dúzia de quilómetros. Por isso, faço sempre uma lista (depois, às vezes esqueço-me dela em casa...) das coisas de que preciso para rentabilizar ao máximo as saídas.
Como entre as raras vezes que ligo a televisão, o rádio do automóvel e a internet, vou estando mais ou menos a par das notícias, é raro comprar o jornal. Mas costumo comprar o Público às quartas, sextas e sábados, porque traz coisas que me interessam.
Hoje, está fraquito. Metade é sobre a greve dos motoristas de matérias perigosas, e nem sei se vou ler, porque são momento surreais em que toda a gente, ou quase, parece ter enlouquecido. Bom editorial de Ana Sá Lopes, mas é só. No entanto, traz a crónica de Rui Tavares na contracapa, e esta crónica é o principal motivo que me leva a gastar 1,30 € nas maior parte das quartas feiras. A de hoje é boa e quase vale o preço do jornal só por si.
