Ler os outros
José Cardoso Pires, via
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José Cardoso Pires, via

Acabadas de chegar, as minhas prendas de aniversário, atrasadas que eu sei lá, juntam-se ao montinho de livros para as férias.
O verdadeiro perigo é eu ainda me atirar a um deles antes de as férias começarem...
A minha auto promessa de não dar a volta diária pelos blogues ficou pela intenção. O vício dos jornais que o meu pai me meteu no corpo não me deixa ficar sem saber o que se diz por aí.
Assim, também continuo a comprar um jornal de vez em quando. E hoje recomendo o Público, que traz três excelentes páginas: Luís Aguiar-Conraria na página 8, Álvaro Vasconcelos na página 26 e António Carlos Cortez na página 30.
Tem ainda a sempre acutilante coluna quinzenal de Santana Castilho e Rui Tavares na última página - este é uma preferência pessoal. Gosto geralmente dos artigos dele embora o ache um pouco ingénuo (ou sou eu que já sou demasiado velha para ter algumas das esperanças que ele ainda tem) e ache que, à semelhança da maioria dos políticos e intelectuais de esquerda (por muito que me custe reconhecê-lo...) devia informar-se, já nem digo que melhor, mas alguma coisa, antes de falar de Educação.
Em suma e voltando à vaca fria, hoje o Público vale o que nos custa. Não é todos os dias que se pode dizer o mesmo.
No Delito de Opinião anda toda a gente a listar os livros que, sendo considerados clássicos, quiçá indispensáveis, ainda não conseguiram ler. Não comentei porque isso é uma questão muito pessoal e aquilo, do meio dos comentários em diante começou a descambar. Vá lá que ainda não estão a invocar a actividade sexual das mães uns dos outros...
Aqui só para mim e para as três pessoas que cá vêm, sempre confesso que li a Guerra e Paz aos doze anos e em duas semanas (e foi porque tinha aulas todos os dias, senão tinha marchado mais depressa). Voltei a ler aos dezoito, mais depressa, porque já o tinha lido, e desde então tenho-lhe pegado quase todos os anos, para reler uns bocados.
Até hoje, que tenha tentado e não tenha conseguido, só James Joyce. É como se o inglês dele fosse metade inventado pelo próprio e eu não percebesse bem que língua é aquela. Azares. Sou eu com o Joyce e o Gouveia d'A Ilustre Casa com o pepino...
Claro que há bibliotecas de Alexandria de livros que nunca li e já não lerei, que isto não é uma maratona. Antes me quero a reler velhos amigos do que a ter surpresas tristes. E todos os verões leio qualquer coisa nova.

Estes já cá cantam. Tenho mais alguns a chegar...
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