Fazer de parvo para fazer os outros parvos?
Helena Matos a fingir que é tonta, na esperança de que haja suficientes tontos a ler...

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Helena Matos a fingir que é tonta, na esperança de que haja suficientes tontos a ler...

Do Ladrões de Bicicletas via Der Terrorist.
Sempre me encanitou esta idiotice de chamar "colaboradores" às pessoas que trabalham. Até parece que trabalhador é palavrão!

... e, nesta formulação ou noutra semelhante, é coisa que se encontra muito, pergunto-me em qual das categorias é que o autor da frase se insere. Será um dos pindéricos governantes ou um dos ignorantes governados? Mas é retórico, claro. Os autores destas pérolas vêem-se a si mesmos como membros de uma raça superior que, por desgraça, se vê forçada a viver com os pindéricos e ignorantes. Como sofrem...!

Num blogue de pessoal que aqui há dez anos era simplesmente conservador e agora está tão para a direita que acho que já caiu do espectro político abaixo, um articulista chora a degenerescência do macho europeu com base nestas fotos de um (ou dois) desfile de moda.
Para que apreciemos o que existia antes do inferno dos tempos modernos e da ditadura tenebrosa do socialismo, oferecem-nos a imagem de um moço em jeans e tronco nu (cujo corte de cabelo deve ter, na altura, levado muita gente a lamentar o facto de já não haver homens a sério) e outra de um actor (Steve McQueen?) de sweat shirt e garrafa de cerveja na mão.
Logo nos primeiros comentários, alguém aponta as culpas desta decadência vergonhosa: a erosão dos valores da era dourada do Velho Continente, o renascimento humanista. Fui a correr deitar uma olhadela à moda masculina do renascimento e...


...que nunca existiu. Do Blasfémias (sem link, não há pão para malucos!) uma longa jeremiada de demagogia servida às colheradas, da autoria de alguém que morre de saudades de um tempo que nunca existiu.
Passando os olhos pelos artigos de opinião do Público, percebi que hoje é dia de dizer mal.
É o confinamento e a distância social que estão a resultar em Portugal... mas pelas piores razões: segundo quem escreve, porque o interior está deserto (?) e no ambiente urbano somos (quase) todos tão pouco cultos e tão bacocos que nos contentamos com a televisão e a Internet (será de supor que o autor se considera excluído desta bacoquice geral).
Também é a falta de contestação: então este pessoal aceita ficar em estado de emergência durante mais tempo? Não há vozes contra? Manifestações e manifestos, onde estão?
Como muito bem escreve alguém nos comentários: arre, que se somos maus é porque somos maus, se somos bons é porque somos bons pelas razões erradas!

Do blogue "Blasfémias" (sem link, não há cá pão p'ra malucos) com uma questão: que necessidade há disto? As artes pertencem a todos e não, não são devaneios ociosos de gente desocupada. São um elemento essencial para a saúde das sociedades.
O pior é que quem escreve estas enormidades sabe bem disso, mas a demagogia faz tanto efeito, não é?
Blhék!
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