No Delito de Opinião anda toda a gente a listar os livros que, sendo considerados clássicos, quiçá indispensáveis, ainda não conseguiram ler. Não comentei porque isso é uma questão muito pessoal e aquilo, do meio dos comentários em diante começou a descambar. Vá lá que ainda não estão a invocar a actividade sexual das mães uns dos outros...
Aqui só para mim e para as três pessoas que cá vêm, sempre confesso que li a Guerra e Paz aos doze anos e em duas semanas (e foi porque tinha aulas todos os dias, senão tinha marchado mais depressa). Voltei a ler aos dezoito, mais depressa, porque já o tinha lido, e desde então tenho-lhe pegado quase todos os anos, para reler uns bocados.
Até hoje, que tenha tentado e não tenha conseguido, só James Joyce. É como se o inglês dele fosse metade inventado pelo próprio e eu não percebesse bem que língua é aquela. Azares. Sou eu com o Joyce e o Gouveia d'A Ilustre Casa com o pepino...
Claro que há bibliotecas de Alexandria de livros que nunca li e já não lerei, que isto não é uma maratona. Antes me quero a reler velhos amigos do que a ter surpresas tristes. E todos os verões leio qualquer coisa nova.