Lido por aí - e antes queria não...
que eu preferia que o Daniel Oliveira estivesse calado e honrasse a inteligência que tem. E não falasse do que não sabe. Porque achar que se pode mandar bitaites sobre educação lá porque se andou na escola é o equivalente a eu desatar a opinar sobre calçado ergonómico porque uso sapatos todos os dias. Mal comparado, pronto...
E se leio mais uma linha sobre a hagiografia da escola da Ponte e o respectivo santo fundador, dá-me algum sarapantel e faço uma daquelas coisas que costumo fazer quando não sei o que faço!
É assim tão difícil perceber que aqui não é questão de esquerda ou de direita? Por muito que custe a muita gente, ler e ouvir, pensar e escrever são mesmo as únicas formas de aprender. Mais pirotecnia tecnológica, menos meios áudio-visuocoisos, vai tudo lá bater. Afinal como é que se ensina nas Universidades de referência?
E sim, o Daniel Oliveira que me desculpe, mas aprender tem mesmo uma componente de vontade. Ninguém aprende o que não quer aprender. Dificilmente se aprende com quem não se respeita. E aprender dá sempre algum trabalho. Não, a escola não tem que ser divertida. Alguns miúdos aprendem mais depressa do que outros. Alguns gostam de aprender (na maioria das vezes isso é ensinado em casa) outros nem por isso. Os professores são pessoas e as pessoas têm limites.
Finalmente, igualdade de oportunidades não significa que todos cheguem ao mesmo resultado. É mais envidar todos os esforços para que ninguém seja impedido de atingir o seu melhor desempenho por circunstâncias evitáveis.
É assim.
