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jigajoga

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03
Mar21

Ando a precisar de mudar de óculos

Alface do Campo

Hoje, no Blasfémias (sem link) Telmo Azevedo Fernandes “prova” que os funcionários públicos não pagam IRS. É uma das mais velhas falácias usadas na permanente caça aberta ao funcionário público que existe provavelmente desde que existe funcionalismo público. Curiosamente, é sobretudo querida é usada pelos mesmos que, noutras batidas da mesma caça, atiram com os salários brutos para “provar” as fortunas obscenas que os funcionários públicos auferem.

Tudo isto já foi exaustivamente desmontado dezenas de vezes, mas os TAF desta vida não desistem de, eles que tanto acusam de inveja qualquer alma à esquerda do CDS (paz à sua alma), acicatar a inveja dos desprevenidos que os lêem e só se lembram de que os funcionários públicos não podem ser facilmente despedidos, em vez de se lembrarem que funcionários públicos são sobretudo os que tiram das ruas o lixo que eles fazem, os que os tratam quando estão doentes, os que lhes ensinam (e muitas vezes educam) os filhos, os que limpam as ruas por onde passam e cuidam dos parques e jardins onde passeiam... ou seja, se amanhã acordassem e todos os funcionários públicos tivessem desaparecido, haviam de lhes dar pela falta. Já pela falta dos TAF...

04
Jan21

Ditosa pátria que tais filhos tem

Alface do Campo

Os que escrevem estes dislates e neles refocilam com tanta satisfação:

"começamos o ano com a campanha eleitoral mais inconsequente de sempre para o cargo mais estético de sempre no país mais palerminha de sempre."

(do Blasfémias, sem link)

Porque estas almas iluminadas das duas, uma: ou se subtraem à palermice geral e então não se percebe por que razão é que ainda não empreenderam a salvação nacional ou o que estão ainda a fazer neste coio de palermas com tanto país a abarrotar de inteligência que por esse mundo há, ou estão a reconhecer a sua mediocridade que apenas lhes permite reconhecer a palermice geral e os deixa incapazes de mais do que estes ocasionais arrotos da posta de pescada habitual. 

21
Out20

Sempre que leio isto...

Alface do Campo

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... e, nesta formulação ou noutra semelhante, é coisa que se encontra muito, pergunto-me em qual das categorias é que o autor da frase se insere. Será um dos pindéricos governantes ou um dos ignorantes governados? Mas é retórico, claro. Os autores destas pérolas vêem-se a si mesmos como membros de uma raça superior que, por desgraça, se vê forçada a viver com os pindéricos e ignorantes. Como sofrem...! 

23
Set20

Não s'aprende nada!

Alface do Campo

Cada vez me lembro mais de uma coisa que ouvi ao meu saudoso pai aqui há muitos anos:

"Nos anos 70, dizíamos, com optimismo, que no início do novo século o comum dos mortais teria de trabalhar, no máximo, umas 10 horas por semana. Chegamos ao início do século e o esforço necessário anda mesmo à volta de 10 horas de trabalho semanais. Mas o que temos é um desgraçado a trabalhar 40 horas por semana e três infelizes desempregados! Não aprendemos nada... "

Lembrei-me de novo disto a propósito deste post.

18
Set20

O preconceito é uma coisa lixada

Alface do Campo

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Num blogue de pessoal que aqui há dez anos era simplesmente conservador e agora está tão para a direita que acho que já caiu do espectro político abaixo, um articulista chora  a degenerescência do macho europeu com base nestas fotos de um (ou dois) desfile de moda. 

Para que apreciemos o que existia antes do inferno dos tempos modernos e da ditadura tenebrosa do socialismo, oferecem-nos a imagem de um moço em jeans e tronco nu (cujo corte de cabelo deve ter, na altura, levado muita gente a lamentar o facto de já não haver homens a sério) e outra de um actor (Steve McQueen?) de sweat shirt e garrafa de cerveja na mão.

Logo nos primeiros comentários, alguém aponta as culpas desta decadência vergonhosa: a erosão dos valores da era dourada do Velho Continente, o renascimento humanista. Fui a correr deitar uma olhadela à moda masculina do renascimento e...

Portrait_of_Charles_IX.jpg

 

04
Set20

O horror!

Alface do Campo

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Aqui fica, para memória futura, a ficha que se diz para aí que se destina a pôr as crianças a denunciar os pais à PIDE socialista. 

03
Set20

As aulas de cidadania - os meus 50 cêntimos de contribuição

Alface do Campo

Os meus alunos do oitavo ano tiveram aulas de Cidadania. Pesquisaram e debateram a agricultura sustentável, a proteção do ambiente e as relações entre diferentes culturas. 

Na minha experiência, e em 35 anos de ensino alguma experiência hei-de ter adquirido, a maioria dos pais pouco fala com os filhos de assuntos destes, ou de sexualidade, ou de racismo, ou de liberdade e tolerância... Quantas vezes já vi miúdos à procura do contentor certo para deitar o papel da pastilha ou a lata do sumo e um pai ou mãe impaciente lhe diz “Deita isso para o chão...!”

Nas minhas aulas de Português há sempre um ou outro dia em que falamos de namoro e casamento, de sexo e amor, de gravidez e de parto. Porque eles perguntam. E perguntam aos professores porque mais ninguém lhes responde a essas perguntas.

02
Set20

Porquê?

Alface do Campo

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Bem sei que temos de "agradecer" a Maria de Lurdes Rodrigues a transformação dos professores na classe profissional mais difamada e odiada, mas continua a surpreender-me a violência com que este ódio irrompe. Porquê?

Conheço imensos professores, aliás quase que só conheço professores e nunca conheci um cujo "maior interesse" fosse "receber sem dar aulas" (que os haverá, decerto, nenhum grupo profissional é constituído unicamente por seres perfeitos). Qual é o interesse, qual é a utilidade de, sistematicamente, difamar, maldizer e atacar as pessoas que diariamente educam, ensinam e guardam as crianças e jovens do país? Às vezes pergunto-me como é que os pais ainda confiam os filhos aos professores depois de lerem e ouvirem dizer tanto mal de nós...

(textículo retirado do blogue Corta-fitas, sem link) 

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